Magaly Cunha Porfirio

Agosto 4, 2007

Apresentação

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Sou natural de Araxá – MG. Danilo Cunha e Dalcy Santos Cunha foram meus pais. Já falecidos. Acho que nasci dia 7 de agosto. Não tenho muita certeza do ano, porque era muito pequena quando nasci!…

Tenho dois irmãos: Yara, a mais velha e o Danilo, o mais novo. Gosto muito dos dois e tenho por eles grande estima.

Nossos pais souberam nos criar. O que somos devemos a eles. Gostar deles acho que é e será eterno para mim.

 

NOS ESTUDOS REGULARES

Desde o começo dos tempos de escola fui muito rebelde. E a rebeldia sempre aumentando. Dei muito trabalho para professores e diretores das várias escolas que freqüentei. Mas fora a rebeldia, era boa colega – acho – e boa aluna. Nunca repeti ano. Nem vestibular.

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Cursei o primário em Araxá no Colégio são Domingos; ginasial em Araxá e Belo Horizonte, no Colégio Sacre Coer de Marie. O científico em São Paulo, no Colégio Santa Marcelina.

Depois entrei para a Faculdade, e, por escolha pessoal – e errada – fiz Letras Classicas, na PUC, São Paulo. Mais tarde resolvi fazer Direito(meu pai era advogado em Araxá) e me formei na Universidade de Uberlandia.

 

 

NA MÚSICA 

Paralelamente aos estudos regulares, estudei música. Minha maior alegria então. Dedicadíssima, terminei o Conservatório Santa Marcelina, também em São Paulo, com medalha de ouro e primeiro lugar. Como pianista tive bastante sucesso fui a vencedora do Concurso Mozart, realizado em São Paulopara jovens estudantes.

Apresentei-me como pianista em várias cidades. Gostava muito. E estudava incansavelmente antes de cada apresentação, sempre buscando o aprimoramento máximo. Fui bem, me parece.

 

 

COMO MISS 

Ainda em Araxá, no tempo em que os concursos de Miss tinha muito significado, fui eleita Miss Araxá, e concorri ao título de Miss Minas Gerais. Fiquei em terceiro lugar no Estado. Experiência agradável, emocionante. A fama que gozei na época e o prestigio decorrente – tudo dentro dos costumes e gostos de então – me valem até hoje. Sou referência, ainda, para muita gente, por ter sido Miss Araxá.

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COMO D. BEJA

 

Nas comemorações do primeiro centenário de Araxá, participei de todos os festejos vestida como D. Beja. A comissão encarregada das festas escolheu-me para o papel. Era a primeira vez que alguém se vestia de Beja. Um atrevimento e um sucesso para aquele tempo. O glamour da personagem foi tão grande que rendeu uma reportagem sobre D. Beja na revista “O Cruzeiro” . E fui capa da revista.

(A revista“O Cruzeiro”, que por décadas ocupou o lugar de melhor e mais difundida de todas as revistas publicadas no Brasil, não existe mais. Era dos Diários Associados, de Assis Chateaubriand).

 

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MAIS MUSICA

Na estada no Rio de Janeiro, já casada, estudei flauta doce. O que foi muito bom. Posteriormente, em São Paulo, integrei alguns conjuntos musicais de câmara (música Medieval e Renascentista), como flautista; nesses conjuntos participei de inúmeras apresentações na capital e no interior do Estado.

Na música o que mais me ajudou foi dar aulas. Mais de piano que de flauta. Formei alguns conjuntos com alunos, com bastante sucesso. Com o andar da vida, naturalmente me afastei bastante das atividades musicais. Não foi uma decisão, aconteceu. E isso tem a ver com as minhas mudanças de cidade e a criação dos meus filhos. De música foi isso.

 

 

VEIO A FAMÍLIA

Em Araxá, conheci o Ronaldo – já o tinha visto, muita vezes, sem aproximação – acabamos nos casando.

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E vieram o Bernardo – arquiteto e tripulante de navios cruzeiros – e o Eduardo, formado em Ciências Aeronáuticas, que é Piloto de Linha Aérea. Dois admiráveis filhos e profissionais. Tenho muito orgulho deles. Não sou mãe coruja, eles são especiais mesmo – ótimos filhos. O Eduardo já tem uma filha Sofia. Ela está sempre por aqui. Gostamos muitíssimo dela e um tanto igual de sua mãe, a Marina. As duas são os novos patrimônios da família.

O Ronaldo, com quem me casei, é aviador, como o Eduardo. Passou a vida na Força Aérea. E com isso, a família se aciganou, ou seja, mudou muito de ciadade, estado e país. No Brasil, moramos em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.

Quando o Ronaldo se aposentou, viemos para Araxá, e aqui estamos. Tudo foi muito bom, e sempre agradeço a Deus pela vida que tem me permitido  viver. Gosto muito da tribo, em impar, do cacique Ronaldo. Cada um está cuidando de sua vida e somos cada um num todo que se estima e respeita.

 

 

DE VOLTA A ARAXÁ

Quando viemos para Araxá, para ficar aqui como nossa última residência, o Ronaldo passou a cuidar da fazenda, os meninos estudaram e formaram. E começaram a trabalhar logo em seguida, graças a Deus!!! E retomei, então, as atividades musicais por algum tempo.

 

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FUNDAÇÃO CULTURAL CALMON BARRETO – FCCB 

Tive que interrompe-las, mais uma vez, para iniciar uma outra atividade, inteiramente nova para mim. Aceitei a um convite do Prefeito Antonio Leonardo Lemos Oliveira, Toninho, para presidir a Fundação Cultural Calmon Barreto – FCCB.

 

Na realidade a FCCB atua como uma Secretaria de Cultura. Já se passaram uns seis anos desde que assumi a FCCB. Gosto do que faço. O serviço público constitui a novidade, a cultura é a minha praia, como se costuma dizer. E assim estou, trabalhando, dando o melhor de mim, numa atividade pública com o que aprendi na vida.

 

Condecorações:

 

Medalha Estadual de Cultura Calmon Barreto

Medalha Leonilda Montandon

Medelha da Inconfidência – Ouro Preto

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